30 abril, 2007

alcançar...

sabe quando vc sente que a felicidade está ali... bem na sua frente?
você pode olhar pra ela, senti-la, sonhar com ela... mas não pode toca-la.

talvez a esse momento você poderia dizer que preferiria não tê-la visto,
que preferiria manter-se ignorante à realidade, viver na ignorância, menos
feliz do que sabe ser possível, mas mais tranquilo. talvez você não queira ver o
que realmente importa... cuidado, pra não esquecer o que realmente importa.

Mas, diabos, o que é que realmente importa?

não sei, e essa é a resposta mais sábia que posso te dar. te dizer que
não há resposta, te preparar pro inevitável, pro inesperado, pro desconhecido.
muitos passam a vida toda procurando um caminho certo pra rumar,
tentando encontrar uma direção, um sentido, um jeito, um modo.
muita gente passa a vida nesse eterno caminhar, em busca de algo,
de um caminho, de uma luz... onde está o caminho? qual é o caminho certo?

não sei. vi coisas demais quando estava desacordado, e quando voltei à lucidez,
simplesmente percebi que estava cego. não mais conseguia ver, não mais conseguia
sentir, nem tocar, nem ouvir... e tive que aprender, qual era a luz que me iluminava,
qual era o sentimento que me tocava, qual era a superfície que eu apalpava, que
som era esse, que eu ouvia...

e fui fazendo minha vida, meus sentimentos, meus caminhos, meus momentos.
rumando em estradas vazias, procurando por companhias, ajudando e pedindo ajuda,
errando e fazendo de novo. e aprendendo. e cansando. e desistindo e voltando.

mas continuo, caminhando, sem rumo, rumando. fazendo meu próprio caminho,
errando. por horas eternas sozinho, lamentando. a felicidade pra mim sorrindo,
e eu estico o braço... e estou quase alcançando... e eu a toco... e vejo o mundo
dançando. borboletas nadando, golfinhos voando, pérolas derretendo e o vento
se quebrando. e sinto já sentir aquilo, desde que acordei, eu estava preparado,
eu estava pronto praquilo, eu sei. e transbordando alegria, amor, e só coisa boa...

volta e meia me preocupa, será mesmo que está tudo bem? pois está tudo indo
tão bem. e de uma coisa eu sei, nada é fácil, meu bem. tudo tem seu preço, pode
esperar que vem. e dessa vez pode ser que tudo muito certo, possa não acabar bem.

e de repente, tudo que estava em suas mãos, se esvai, tocando devagar a ponta
dos seus dedos. e tenta se segurar, e volta. e vai soltando de novo. e nada segura.
e, ó meu deus, e agora, olha minha felicidade, está indo embora... preciso correr
atrás dela, nesse caminho torto. que muda de direção a cada segundo... e não posso
soltar, sob o risco de nunca mais encontrar. mas assim, seguro, eu posso me machucar,
e a minha felicidade, pode querer não voltar...

então eu solto... e o que eu segurava pelos dedos... agora me deixa cair. num abismo,
num nada profundo... numa vontade de fugir. parece o fim do mundo, mas é uma noite
sem dormir, que depois de um sono profundo, nos mostra caminhos a persistir...

e agora, estar solto num mundo... com a felicidade por aí. E é mais complicado que antes,
quando não sabia pra onde ir. pois agora já sei um caminho, seguro e feliz, mas pelo qual
não posso seguir... e pensei que sabia o destino, mas esqueço que o destino é o caminho
quem faz, assim como cada caminho, é feito pelo destino que o atrai.

e quem sabe? pra onde eu devo ir? e quem disse? tenho que sair daqui?
e onde estou? de onde quero sair? pra onde vou? que destino quero seguir?

ouso responder vivendo.
siga-me, mas não vá me seguir!


27 abril, 2007

screen no linux

http://listas.cipsga.org.br/pipermail/linux-sbo/2004-August/000278.html

23 abril, 2007

isto é meu!

a lelê mandou na lista do estúdiolivre:

"O primeiro homem que inventou de cercar uma parcela de terra e dizer 'isto é meu', e encontrou gente suficientemente ingênua para acreditar nisso, foi o autêntico fundador da sociedade civil. De quantos crimes, guerras, assassínios, desgraças e horrores teria livrado a humanidade se aquele, arrancando as cercas, tivesse gritado: Não, impostor" (Jean-Jacques Rousseau)


A mulher na televisão brasileira

Segunda-feira que vem acontece na procuradoria da República de São Paulo (r. Peixoto Gomide, 768 ), às 14h a audiência pública  "A mulher na televisão brasileira", onde elas vão entregar o manifesto abaixo:

São Paulo, fevereiro/março de 2007.

Aos srs.
- Acionistas e diretores das diversas emissoras da TV Brasileira
- Ao Fórum pela Ética na TV
- À Sra. Adriana da Silva Fernandes - Ministério Público Federal - SP

Prezados Senhores,

A TV é uma concessão pública e, por isso, é legítimo considerar que as concessionárias têm, no mínimo, como contra partida, a responsabilidade de representar os mais altos anseios e interesses do público que pretende representar.

Importante lembrar que a comunicação hoje se inscreve entre os Direitos Humanos como um dos direitos básicos que todos os cidadãos do mundo devem ser garantidos. A comunicação é uma via de duas mãos e, assim sendo, para que se efetive, faz-se necessário, ouvir e ser ouvido/a; ver e poder mostrar, representar e se sentir representado/a.

Nós, mulheres feministas, sindicalistas, de movimentos sociais, intelectuais, trabalhadoras, de diversos extratos sociais, raças, etnias, idades, estado civil e inserção no mercado de trabalho, ou mesmo fora dele, representantes que somos da diversidade e da vida real que levam as mulheres do Brasil, consideramos que esta parcela da população (metade da humanidade e 52% da população brasileira) está sub ou muito mal representada nesse meio de comunicação que, por direito, também nos pertence.

Denunciamos que não nos reconhecemos em suas produções, quer na relativa invisibilidade nos momentos e segmentos mais sérios da programação televisiva (onde somos predominantemente invisíveis), quer na imagem, papéis, valores, dificuldades/facilidades, problemas e questionamentos, alegrias e prazeres que pretendem nos retratar, nos mais diversos programas – tele-jornais, na overdose de programas de cozinha, nos programas de auditório, programas 'de sofá', de entrevista, novelas, ou nas propagandas dos intervalos comerciais. E, o mais agravante, pior do que isso é o fato de, na maior parte do tempo, nos sentirmos vilependiadas, ridicularizadas, usadas para promover valores, padrões e produtos os mais variados, em detrimento de nossa realidade e aspirações.

A relativa invisibilidade das mulheres trabalhadoras, intelectuais, especialistas, profissionais liberais e outras, a falta de espaço para a discussão de nossas reivindicações e ideais, bem como de nossas conquistas e das mudanças que conseguimos introduzir no mundo, perpetua a reprodução dos estereótipos limitantes que influem na formação de uma subjetividade empobrecida e resultam no rebaixamento da auto-estima das mulheres e na busca de sua afirmação através da perseguição a modelos, valores e produtos veiculados.

O padrão estético disseminado pela mídia em geral, e pela TV em especial, oferece um modelo de beleza feminina pasteurizado e de difícil acesso brasileira. Assim, se, por um lado, as mulheres dizem não se reconhecer na imagem dominante, por outro elas cobram de si mesmas – e são cobradas – continuamente para atingir esse 'modelo ideal de beleza' distante da diversidade que caracteriza a nossa população.

As mortes recentes por anorexia, de jovens modelos ou aspirantes ao padrão veiculado pela mídia, ilustram bem como estes valores e padrões estéticos se transformam insidiosamente em exigência de mercado e padrão aspiracional - levando aos sacrifícios mais absurdos e ao rebaixamento da auto-estima das pessoas mais vulneráveis e das brasileiras em geral.

Convém que os senhores saibam que a nossa percepção também encontra respaldo em pesquisas internacionais, a saber:

O relatório de pesquisa da GMMP (Projeto Global de Monitoramento da Midia), coordenado por Margareth Gallagher, em sua última versão de 2005 e a WACC (World Association for Christian Communication), mostra claramente a aniquilação simbólica das mulheres, pela exclusão de suas vidas e pela trivialização de suas experiências.

O estudo mostrou que, mesmo constituindo 52% da população mundial, as mulheres aparecem em apenas 21% das notícias. Ou seja, para cada mulher que aparece no noticiário, cinco homens são retratados. No rádio este percentual é ainda menor: 17%. Em dez anos, apesar de toda a revolução no mundo das telecomunicações, este total evoluiu muito pouco, aumentando somente em três pontos.

Quando é feita uma análise qualitativa da presença das mulheres como fonte de reportagens, o estudo mostra que a opinião feminina é retratada em somente 14% dos artigos sobre política e em 20% sobre economia, os dois temas que dominam a agenda dos países. A voz feminina também é preterida quando se trata de ouvir a opinião de especialistas: 83% deles são homens.

Apesar da emancipação feminina e do brutal crescimento da nossa participação no mercado de trabalho, bem como da nossa ascendência na área da educação formal, somos ainda identificadas, sobretudo pela mídia, como esposas, mães ou filhas. Mesmo quando algumas de nós destacam-se desempenhando algum papel profissional, como por exemplo, especialistas de alguma área, não escapam da relação com o contexto familiar. 'Então, enquanto os homens são valorizados como indivíduos autônomos, o status da mulher deriva originalmente de sua relação com outras pessoas. É dessas relações, muito mais do que de sua individualidade, que a mulher obtém sua autoridade' afirma o relatório internacional.

O estudo mostrou também que há duas vezes mais reportagens que reforçam estereótipos de gênero do que matérias que os desafiam. Ao mesmo tempo, a própria desigualdade de gênero não é considerada digna de ser notícia: 96% das matérias do mundo inteiro não ressaltam este tema, sendo que as demais estão concentradas em áreas como direitos humanos, relações familiares ou ativismo feminista – assuntos que geralmente recebem pouco destaque dentro do conjunto de artigos de um veículo, em matérias predominantemente escritas por jornalistas mulheres.

É fato notório que nós mulheres mudamos a face do mundo - a nossa luta mudou o cenário político, econômico e social do país e do mundo. Nossas reivindicações alteraram o funcionamento dos organismos de poder, das empresas, da estruturação da sociedade, da organização das instituições de ensino, da própria família e dos papéis estabelecidos para o homem e para a mulher.

Mas falam em nosso nome, reforçam os estereótipos que combatemos, não refletem as mudanças e conquistas já efetivas na vida real, usam e abusam de nossa imagem, dosando-a de mais ou menos sedução, prometendo nos entregar como brinde pelo consumo de tal ou qual produto, procurando nos iludir e iludir aos homens, aos jovens e às crianças, em função de interesses que raramente são os nossos.

É preciso que a sociedade tenha acesso a uma visão diferente da que a mídia ora nos impõe.

Queremos poder efetivamente usufruir de nosso direito à comunicação e mostrar a vida e a realidade das mulheres como nós a percebemos e vivemos.
Queremos poder mostrar as mulheres em seus mais diversos contextos, na lida do cotidiano, em seus sonhos, em suas lutas, em suas conquistas, em suas contradições e problemas.

Por isso, exigimos o nosso direito de resposta .

Queremos oferecer uma alternativa a esta imagem plasmada que as emissoras de TV veiculam como sendo a única e verdadeira. E, para tanto, nos dirigimos aos senhores apresentando as seguintes reivindicações, como inalienáveis direitos nossos:

1. Queremos que, no decorrer de uma semana plena, possamos decidir, produzir e ver veiculada a nossa visão de qual é a realidade cotidiana vivida pelas mulheres brasileiras, em geral, de suas lutas, conquistas e aspirações, e das demandas que elas ainda querem e precisam realizar.

2. Queremos que as emissoras de TV, que tanto ganham em audiência e faturamento com a nossa imagem, forneçam os recursos para que possamos, de forma autônoma e independente, e com a mesma qualidade a que habituaram o seu público, produzir e veicular a nossa percepção e vivências das mulheres brasileiras.

Endossam o texto vários nomes, vinculados às mais variadas profissões.

--
Ainda não li inteiro...

da lista radiola, pra lista das radios livres, pra lista do estudiolivre e do submidialogia.

http://radiola.radiolivre.org/
http://www.radiolivre.org/
http://www.estudiolivre.org/
http://submidialogia.descentro.org/



21 abril, 2007

Pitangas do FISL e os novos rumos

Seguem abaixo, boas críticas da fabs ao fisl. algumas com aquele
velho peso pessoal, de birra mesmo, e outras muito sérias, como o
lance de a FGV ter registrado o termo "Criei, Tive Como!". Isso acho
lance sério, acho que balbino devia entrar na justiça, pelo menos pra
levantar a discussão:

- CopyLeft no dos outros, é refresco!?

Daí critico também a galera que quer ser separatista e, como lembrou
bem o marcelo, maniqueista d+... Pô, idéia errada do pixel, de falar
que não faz parceria EL com CC. Mas idéia errada ainda é a fabs querer
que a parceria seja convidar todo o estúdiolivre, daquele jeito:

todomundo=ninguém

que a gente já conhece e sabe que não funciona direito. do que eu
entendi, pixel chamou machado, que poderia ter chamado o estudiolivre,
assim como o próprio pixel podia ter feito uma chamada aberta, mas
que também não acho que é obrigação. Eu não fui chamado para ir à
espanha com a galera, e mesmo assim o estúdiolivre foi representado,
e eu me senti representado lá. Assim como me senti representado pela
participação da maria, pixel, habib, menotti e machado no CtC.

Agora, esse lance de desistir do FISL, ou até mesmo do festival criei
tive como, acho besteira. Acho q são dois movimentos legais, que já
tem uma boa força, e que podem ser melhorados. Desistir do FISL é
desencanar de umas 5000 pessoas que vão lá, muitas pouco se lixando
pro stand do banco do brasil, mas se empolgando no LGM organizado
em meia hora. Ou nas webrádios e webTVs que rolavam no meio do evento.

o fisl é feito pelas pessoas, e as pessoas somos nozes!
os canais de comunicação estão abertos, a força já está
concentrada. Bora mudar o rumo!

--

---------- Forwarded message ----------
From: Fabianne Balvedi
Date: Apr 21, 2007 7:30 AM
Subject: Re: [PSL-Brasil] Fisl 2008
To: Projeto Software Livre BRASIL <psl-brasil@listas.softwarelivre.org >

oi Mario,


On 4/19/07, mlteza@softwarelivre.org <mlteza@softwarelivre.org > wrote:
Fabiane:

Espero que tu voltes ao fisl assim como muitos que juram que nunca
mais pisaram lá e depois retornam, sem ao menos fazer autocritica do
que disse antes.


Desde 2005 tenho convencido pessoas a nao desistirem de ir ao FISL,
a acreditarem no evento, mesmo estas me mostrando argumentos fortes,
colocando duvidas sobre os rumos vislumbrados. Sempre dizia pra elas
que sem a gente seria pior, que mesmo nao tendo a força da grana,
podemos fazer a diferença, e voces podem comprovar isso atraves dos historicos
de varias listas que participo. Cheguei ateh a brigar com amigos por causa do FISL.
Mas este ano a coisa ficou feia demais e dei toda razão às criticas,
pois nao teve-se mais como esconder que algo de muito errado estava
acontecendo por lá. Sim, também teve muita coisa boa, mas...
 

Sobre os patrocinios, eles sempre existiram. É com eles que montamos
aquele enorme "circo". Nunca pagamos cache para nenhum palestrante,
nem mesmo Stallman ou Maddog. O que fazemos é subsidiar parte de algum
dos gastos dos palestrantes quando este não tem condições de faze-lo
ou quando é convidado da organização. E não são todos/todas
convidados/as que recebem. Cada caso é um caso. Temos um recurso bem
pequeno para esses reembolsos. O sucesso do fisl está exatamente nesta
contribuição. Sem ela, certamente não poderiamos pagar quase 500
palestrantes. Entendo a visão de teu amigo. Mas certamente o fisl não
se enquadra nos critérios dele. A sugestão que dou para todas as
pessoas que querem nos ajudar com sugestão de palestrantes é:
1. inscreva-se quando da chamada de trabalhos
2. olhe os sites anteriores para ver o perfil do site.
3. nos pergunte antes se tem alguma forma de apoio.

Assim evitamos surpresas desagradáveis. De parte da organização,
sempre alertamos isso.


Ele sabia de tudo isso. E eu complmentei dizendo que o criterio dele deveria
ser diferente ao se considerar que estamos num pais como o Brasil,
que nao tem os mesmos recursos de uma uniao europeia.
Mas ele disse estar surpreso pelas pessoas conseguirem engolir
na boa essa sobreposiçao de valores explicita pelo marketing dos que
estao ali apenas para fazer e fechar negocios. Ate este momento
eu tb estava defendendo o FISL, mesmo sob os argumentos dele.
Mas..
 

De nossa parte sempre apreciamos a critica construtiva, mesmo das
pessoas que não gostam do fisl. Assim, nos esforçamos para torna-lo
melhor. Nós gostamos que as pessoas que são contra o "espírito" do
fisl palestrem, montem seu stand, enfim, enfim, enriqueçam a seu modo,
o fisl. Nunca criamos estatudo cheio de regras duras para que uma
pessoa se inscreva.


Mas eu semprei achei que existia um minimo de coerencia, pelo menos
por respeito ao que o proprio nome do evento carrega: Software Livre.
Qual nao foi nossa surpresa ao encontrar no telecentro uma soluçao thinclient
portando e fazendo propaganda de um software declaradamente proprietario?

http://www.vimeo.com/clip:172321

a declaração-pérola da entrevista:
"a parte que os outros fizeram é livre e a parte que vocês fizeram é proprietária? - sim"

Parasitismos à parte, se eh pra escancarar assim, entao que pelo menos se mude
o nome do forum para pra FISLPNM -  Forum Internacional Software Livre Pero No Mucho



Apenas não podemos obrigar que as pessoas
comparaçam. Tu e outras pessoas contribuem para a nossa
comunidade. Lamento tua decisão de afastar-se. Mas assim é a vida. Nós
seguiremos nosso rumo.


Pois é, meu problema é justamente com esse rumo aí, que eu já não tenho mais certeza de qual é. Principalmente quando me dei conta de que toda e qualquer tentativa que fizemos de intervir criticamente sobre a maneira como estava sendo conduzida a cultura no FISL foi completamente ignorada. O debate sobre cultura livre URGE, mas a cultura lá dentro é claramente, explicitamente e implicitamente, monopolizada pelo Criei Tive Como. Tudo que discutimos na lista do GT-cultura foi ignorado, vetaram a mesa de cultura livre proposta pelo g2g, deturparam o conceito de TV Livre pra se referir a uma simples mostra de videos (tv gratis?) e finalmente acabamos descobrindo que a FGV registrou o nome Criei Tive Como e sequer falou com o Balbino sobre isso, alem de nao nao dizer sob qual licença de uso... por falar em Balbino, alguém aqui sabe quem é ele? haha, que piada, o cara que deu nome ao festival nunca foi convidado pra ir pro FISL, a unica coisa que recebeu foi uma simples mençao numa materia e parou por aih, entao quem eh quem ta usando o que de quem mesmo? quem eh que nao quer se misturar nessa historia toda? vcs realmente acham que nos eh que queremos ficar no gueto, que nos eh que nao queremos dialogo com eles?

e os babados não ficam só aí não... o pessoal do festival CtC ontem finalmente se pronunciou atraves do pixel declarando que se recusam a fazer parceria com o estudio livre (apesar de terem chamado varias pessoas do EL pra trabalhar no estande deles e de terem usado o stream do nosso site) porque eles tinham apoiado a ida de alguns membros da comunidade ao isummit. Mas que, apesar desse apoio, fizemos um protesto durante a apresentação da Microsft... como assim??? entao quando vc recebe apoio, tem que ficar calado frente a tudo que ve, é isso mesmo????? "tao comprando o silencio de voces, seus manes, nao se ligaram?"

http://www.midiatatica.org/principal/node/146

E alguem me explica como o Ronaldo Lemos foi parar na grade de programaçao? que eu saiba a comunidade nao tinha aprovado a proposta dele de uma mesa de monologos (era pra ser debate, mas onde estavam os contestadores do modelo? sim, eles existem, e tem criticas extremamente aprofundadas!) Junte-se a isso o fato de que ano passado os artistas da mostra usavam SL proprietario e que este ano nao foi diferente com os artistas que estavam no estande fazendo o show de encerramento do FISL. Eles sequer se deram ao trabalho de procurar artistas que já usam SL, e sim eles, existem também!

O show estava vazio *de novo*, tinha seguranças ridiculamente tentando fazer o pessoal parar de dançar (a Claudia Archer ficou indignada!) E ainda tivemos de ouvir uma pessoa do festival arrotar na nossa cara: fomos convidados, nao precisamos nem pagar pelo espaço, somente pela infra-estrutura... isso é verdade? mesmo que não seja, por que será que essa pessoa se sentiu à vontade pra falar isso?

Então já deu pra ter uma boa ideia do que sentimos ao perceber o tipo de cultura que o FISL vem apoiando declaradamente, uma vez que se coloca como realizador do festival CtC tambem. A maior contribuiçao que grupos como o Estudio Livre e o Midiatatica poderiam dar ao FISL foram totalmente desprezadas e ignoradas. Tenho alertado sobre os problemas do CtC desde o ano passado, mas nada parece ter mudado neste cenário (minto, eles receberam um espaço muito maior e melhor localizado.) e a cultura propagada por eles continua sendo apenas a do mero entretenimento.

Mas a gota d'água aconteceu ao final da unica palestra do tema "gênero" do evento, proferida por um pessoal da argentina (g2g fez apena um encontro comunitario) que estava quase vazia e nao foi prestigiada nem pelos outros grupos de genero locais, mostrando o quanto essa questao tambem urge em ser compreendida. Ouvi da organizaçao que o questionamento da licença de uso de imagem do FISL era um fogo amigo desnecessário, e que tudo que se queria eh que outras pessoas nao ganhassem dinheiro em cima das palestras, que o trabalho da ASL pra fazer o FISL era muito grande pra outros ficarem ganhando dinheiro em cima dele. Eu fiquei tao estupefacta com essa declaraçao que nao consegui nem reagir direito na hora...

primeiro de tudo: porque esse termo nao foi enviado aos palestrantes com antecedencia, para que pudesse ser devidamente estudado e refletido pelos mesmos? segundo, porque o cara do thinclient proprietario pode vender o codigo dele em cima do que outros fizeram atraves de muito trabalho voluntario, mas as palestras do fisl soh podem ser vendidas pela ASL (a licença nao deixa claro que o palestrante, que pagou sua propria passagem e estadia e nao cobrou pela sua palestra, tb pode fazer isso)? Se os programadores sao incentivados a liberar seus codigos de programaçao, mesmo pra uso comercial (nem GPL, nem BSD, nem OSD impedem uso comercial), porque a ASL nao libera a programaçao de seu precioso FISL tambem sem restriçao de uso comercial? Um peso, duas medidas?

Me recuso a continuar participando dessa palhaçada, "se a Globo quer usar a minha música, que libere a sua novela."

//fabs
--
Fabianne Balvedi
Linux User #286985
http://fabs.estudiolivre.org
"se a Globo quer usar a minha música,
que libere a sua novela."
giuliano djahjah
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista:
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil


--
poram.culturalivre.org

20 abril, 2007

Lixo e publicidade - Apocalypse Motorizado

Lixo e publicidade


Redundância ou pleonasmo?

Quem anda a pé pela avenida Paulista notou que centenas de lixeiras parecem ter brotado ao longo dos 2,7km de calçadas esburacadas.

A concentração de lixeiras em alguns pontos faz o pedestre suspeitar de alguma experiência antropológica, um estudo para ver se o cidadão joga o lixo no lixo quando a cidade dispõe de estruturas adequadas (ou em excesso).

Segundo a subprefeitura da Sé, o fato não está relacionado com estudos acadêmicos. Com dinheiro público, foram instaladas 200 novas lixeiras de um lote de 5 mil previstas para a região central.


Será que banca de jornal tem braços?

Ainda que a disposição de algumas lixeiras seja duvidosa e muitas vezes, digamos, redundante, a iniciativa seria muito bem-vinda...

Seria, pois uma pulga resiste atrás da orelha quando relacionamos as lixeiras da Paulista com outro projeto de "limpeza" em curso na cidade: o programa "Cidade Limpa", que visa remover a publicidade em outdoors e (adivinhe) instalá-la apenas no mobiliário urbano da capital.



O programa "Cidade Limpa" tem duas etapas. A primeira, em vigor desde o começo do ano, pretende remover a publicidade exterior de outdoores e fachadas. A segunda, que já começou a ser discutida, irá privatizar todo o mobiliário urbano da capital, oferecendo-o a uma empresa de grande porte (provavelmente a francesa J.C Decaux ou a estadunidense Clear Channel).

Na melhor das hipóteses, uma ou duas gigantes brasileiras do setor conseguirão uma fatia da grande superfície para exibir as criativas "peças" de seus empregados.

Com toda a publicidade restrita ao mobiliário urbano, fica mais fácil entender a razão de 200 lixeiras terem brotado do dia para a noite nos 5,4km de calçadas da avenida mais importante da capital.


(clique nas imagens para ampliá-las)

18 abril, 2007

falando de metareciclagem, laptops e educação

slave mandou a nota:

http://idgnow.uol.com.br/idgestaticas/podcasts/rodrigo_baggio_170407.mp3
eleanara versou:

On 4/17/07, eiabel lelex <> wrote:

Tiago tem razão, tem que largar na mão da criançada prá testar, prá saber se é apropriado, se corresponde as expectativas...

e isso tá rolando... na Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, daí de poa.


e eu vim aqui pra dizer que esse baggio vacilou de falar mal,
e o que falou foi bla bla bla... educação, gestão comunitária?
claro. mas quem foi que disse que o olpc não preza por isso...
vai ler baggio...!

e tou com o mbraz:
a situacao na educacao e' tao critica, tao critica... que qualquer inovacao que promova retomada de posicoes (ou alteracoes de relacoes de poder) quanto aos dela participantes sera' interessante. o medinho conservador que muitos defendem e' que realmente me assusta.


tamo aqui pra conversar.
e o papo sempre continua http://thread.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/13700

definindo algumas coisas..

tv livre

O Marcelo Souza <soares.souza_gmail.com> perguntou:


(...) existe uma definição de TV Livre? Ou são intepretações várias?

A Fabianne Balvedi <balvedi_gmail.com> respondeu:

pra mim, a definição que primeiro conheci e que defendo até hoje
sobre TV LIvre é esta aqui, muito bem definida pela ange:
 
http://www.tvlivre.org/node/39


Da sujeição à ação: TV LIVRE
Tv's Livres são iniciativas de apropriação desse meio técnico que desprezam o aparato burocrático responsável pela exclusão. São forças que atuam para significar identidades marginais e interesses desiguais, dando-se o direito de narrar apesar da insistência em se limitar a maioria ao mero espetáculo. É prática de desobediência civil. Organizações de pessoas interessadas na apropriação do conhecimento tecnológico e construção dos instrumentos necessários para a transmissão de som e imagem no espectro de telefreqüência, remodelando a relação da coletividade com o medium, para além da sujeição. Trata-se de ocupar as brechas para construir novas formas de se relacionar com os meios de comunicação; desvios resultantes do paradoxo no senso da representação (por um lado o Estado e a Lei e, por outro, a predicação pessoal). Transmitir TV, apesar das instituições; apropriando-se do meio a partir do resgate da autonomia e do direito ao diálogo. Trata-se de lembrar o que o Mainstream Midiático esquece de dizer, resgatando o que é silenciado, o "outro" que está lá apesar da ilusão do "mesmo"; fazer Tv Livre é, portanto, um exercício de afirmação de identidades. A Tv Livre é o corpo técnico e coletivo necessário para que a voz que está às margens narre e reconstitua no presente a lembrança diante de um arsenal monstruoso para o silenciamento. A Tv Livre reorganiza o relacionamento com o meio de comunicação justamente porque direciona-se aos propósitos internos de autonomia e exercício da liberdade, sem desejar uma audiência de consumidores mediados.

Angela M. Meili 


eu ainda não me decidi...

aonde está a guerra...

onde estão os inimigos?


On 4/18/07, ricardo ruiz <doutorsocratesoreidofutebol_gmail.com> wrote:

eh hora de proclamarmos todos líderes! é hora de proclamarmos todos livres!

sarava!

viva!
 

ruiz, direto de bezerros, regiao serrana do pernambuco, fazendo um curso de cultura popular com peh descalco.

(ruiz é um homem auto-proclamado livre e lider! homem que considero meu amigo, e com que conto para viver essa vida na terra)

parando de escrever em listas

só pra falar que vou fazer essa campanha.

As listas de discussão foram um instrumento usado bem no início do século vinteeum, pelas "comunidades virtuais" (que era como chamavam os agrupamentos de pessoas naquela época).

Naquele tempo, os programas de email eram muito bem elaborados e permitiram que as listas de discussão se tornassem um bom meio de comunicação. Por muito tempo, as ferramentas de email foram melhoradas no sentido de aperfeiçoar a comunicação e organização das informações nessas listas. Milhares de pessoas enviando centenas de emails por dia, umas para as outras.

Mas ainda no começo foi possível perceber anomalias e graves falhas nessas ferramentas. A impessoalidade, e o baixo poder de transmitir sinais mentais através desses emails, geraram flames e trédis homéricas, onde vírgulas causavam mortes e interrogações suicídios. Naquele tempo, as pessoas ainda não pensavam no sentimento por traz daquelas informações binárias digitalizadas, onde apenas o zero e o um conviviam, em oposição e complentaridade, formando todos os outros mundos possíveis... naquele tempo, só o zero e o um divertiam-se.

Foi lá que começaram a pensar nas relações entre as pessoas. Foi lá que quiseram ver através dos computadores, falar com as pessoas, e não com os computadores.

Mas aos poucos, como todas as novidades inúteis da internet, as listas de discussão acabaram tornando-se obsoletas, e deram lugar a videoconferências multi ambientalizadas, ou ambientes imersivos de interação remota. E, também como todas as coisas da internet, as listas continuaram lá... com seu fluxo reduzido, claro, mas vivo, sendo utilizado de diferentes maneiras.

--

Hoje, algumas horas depois, resolvi tentar evoluir minha comunicação. Já percebi que em listas de emails é mais fácil não ser entendido... Pq há um direcionamento, linguagem e público específico? E as pessoas acabam vendo coisas onde não há nada, e achando onde não há o que achar? não sei....
No meu blog, escrevo pra quem quiser ler, mas escrevo antes de tudo pra mim, reflito, penso e publico alguns dos meus pensamentos, anseios e problemas. É a minha casa na internet, e não um fórum qqer com regras qualqueres que eu nem com todas concordo.
Para falar comigo, é fácil se teletransportar para cá, atravez de um hiperlink qualquer, clicou chegou.

Visito muita gente, quem quiser pode me visitar e assim vamos conversando...


quando o mar tá manso, alguém vao contra a maré...?

muito ajuda quem não atrapalha

On 4/17/07, uncial wrote:

ahoy!

fala menotti, prazer em conhecer-te, man!
me passa um IM seu, pra trocarmos idéia :)

cheguei a escrever um daqueles emails espinhentos e cheios de
várias linhas, mas resolvi apagar, pra colocar apenas algumas palavras.

daí escrevi outro, mais factual e sincero, onde eu colocava todas
as minhas angústias e deixava trasbordar um pouco de sensibilidade para
amolecer esses corações duros detraz desses teclados furiosos. mas apaguei
denovo.

pq lembrei q email não funciona. lembrei que em porto alegre eu conversei
com a tati, com o pixel, com o menotti, com a fabs, com o habib, com a marialu,
com o mario teza, com o bruno gola, com o pirulito, com o alexandre, com o andré,
com o daniel tygel, com o vicente, com o outro alexandre, com o etienne, com o
outro andré, com o farid, com a fernanda, e com mais um tantão de gente...

gente. e que essas pessoas podem conversar comigo... e eu com eles.
e vamos conversando... pois é tudo um ciclo, sem fim... e somos, acima
de tudo, pessoas, que se preocupam umas com as outroas.

isso é carinho. assim, romântico e bobo mesmo, o carinho... seja por alguém,
ou por todo o mundo, o carinho nos faz preocupar, é o querer bem que cuida...

querem conversar comigo? estou aqui!

participo do estúdiolivre e apoio a iniciativa do festival criei tive como, discordo de
algumas coisas, mas dou meu apoio, e vou ajudar no que puder para fazer os
próximos. vou ajudar pq acho q vale a pena... se vc se preocupa, e acha q eu
não deveria fazer isso, por favor, fale comigo! vamos conversar.


Pq, sabe o que quero? quero paz, cara. quero tranquilidade.
Pq amor eu ja tenho, está por aí, só precisa encontrar, estamos aqui...

o amor está nas pessoas, mas a paz... a paz depende das pessoas.


amo todos vocês, amo a vida nesse planeta.
alguns de vocês são especiais na minha vida,
obrigado.

quero paz na minha vida.
e aceito ajuda...



---------- Forwarded message ----------
From: uncial <uncial_terra.com.br >
Subject: Re: [estudiolivre] TV CTC - eu estive lá!


On 4/17/07:
ahoy!

Primeiro gostaria de responder ao Frederico e ao Skárnio, que realmente deram azar. Todo mundo que chegava lá
na salinha era bem atendido, e eu pessoalmente indiquei a localização do EL para muita gente que passou por lá.
Inclusive levei o pessoal da casa de cinema ao lado do totemzinho. E tb falava que tinha dois representantes
por ali mesmo.

(Bem-atendido não quer dizer que era pajeado. Quem queria ser pajeado devia ter pagado um pouco mais. As
pessoas ali estavam trabalhando.)

E os vídeos do Skárnio foram passados pelo menos duas vezes (não todos, mas enfim).

E quanto a ser uma mostra de vídeos do FISL, bem, se vcs tivessem lido o panfletinho, iam ver que era isso
mesmo, independente do nome de batismo:

"A TV Criei, Tive Como! é uma mostra de vídeos diferente: um fluxo audiovisual aberto, operando durante todo o
8º Fórum Internacional de Software Livre."

\o/

* * *

Alas, cá entre nós, sejamos menos cínicos. Ficar criticando a mostra por não ser uma 'tv' é como ficar
criticando o estúdio livre por não ser um estúdio, hmn? =P

E ficá-la criticando por não ser 'livre' tb: para algumas pessoas (e empresas), aquilo é as free as it gets.
Não para mim, mas e daí? Não vi má fé na iniciativa, e sinto realmente que aquela galera (que é uma galera de
produção cultural convencional) é aberta a idéias. Pode ser um tiro no pé, mas prefiro confiar nas pessoas.

Agora, Fabs, fale mais dessa mesa vetada.

* * *

Cá entre nós, sempre que vejo gente muito cheia de certezas eu etc. E tenho visto mais certezas /por aqui/ do
que /por lá/. As coisas precisam ser postas em cheque, sim. A começar por essa revolta de barriga cheia de uns
e outros.

Então, vamos superar as dores e debater como gente grande, sem botar a mãe no meio e subir na mesa, ok?

* * *

Meu ponto é o seguinte: dar a palavra final sobre o assunto é bobaji. Se dispor a dar a palavra final sobre o
assunto é prepotência. Sem problemas ser prepotente, mas por favor, sem se fazer de último bastião libertário.
Noves fora essas coisinhas, vamos ao que realmente importa: dinâmica de produção e relações institucionais.

Primeiro, relações: novamente me parece que a birra do EL é a falta de participação na construção do evento
ENQUANTO INSTITUIÇÃO. Se for isso mesmo, poxa vida. Vcs deviam aprender a funcionar além da instituição, ver
que ela vale muito pouco, é simplesmente uma FERRAMENTA de atuação em certos fóruns anacrônicos.

Instituições (clubes, ONGs, partidos, casamento) são coisas às quais a gente se filia enquanto é conveniente. O
elo realmente forte e verdadeiro entre as pessoas se constrói sobre e para além das instituições (chuifs).

Depois, produção: tem um certo modo de fazer que não combina com a injeção de grana da petrobrás, vcs sabem
muito bem. Exemplo:

O projeto do Lablivre para o evento não se concretizou. O CTC sim. Por outro lado, o stream do EL funcionou
quase toda hora. O do CTC não. Se o lablivre tivesse rolado, pelas suas dimensões, ele não seria essencialmente
muito diferente do CTC. Essa é a minha tese sobre o assunto.

Sei que não articulei muita coisa, mas já tá começando a dar preguiça.

Queria conversar mesmo era sobre os vídeos no/do EL, a 'neutralidade' dos softwares de edição (viu, pedro? ^^)
e inclusive sobre a dinâmica de projeção da mostra, que foi quase parecida com o falcatrua (várias
interrupções, bugs e improvisos), e isso para mim é as free as it gets. Se vc quer de outro jeito, faça o seu.
Bisonhamente, o que amarrou a projeção foi justamente o software (livre) usado. Esse xine, vou te contar viu?

Por favor, sem flames. Vou mandar um outro email especialmente para isso.

Menotti


________________________________
Lista de Discussão do Estúdio Livre
portal colaborativo  -> http://www.estudiolivre.org/
sobre esta lista -> http://lists.riseup.net/www/info/estudiolivre

05 abril, 2007

Jeitinho brasileiro


Jeitinho brasileiro, originally uploaded by uira.

Não temos nota fiscal!
Por isso vendemos barato MESMO!

[estudiolivre] talvez uma heresia aqui!

Chico Caminati, no submidialogia de campinas:

"hj em dia não cabe mais resistencia ao sistema, mas talvez a re-existencia dentro dele"







PS: esse gênio da sociologia universal, me deve 50$ a quase 2 anos.
desaconselho emprestar grana pra ele.

02 abril, 2007

Zagati

Parte 1

Parte 2

Algumas histórias valem a pena...


ócio físico

e quem falou que é certo...

Trabalhar o dia todo, o intelecto. Reuniões, computador, telefone. Nada de carregar caixas, nada de levantar um móvel.
Será mesmo que, pensando em quantificação de trabalho, de esforço por grana, será mesmo que é certo trabalhos em
que há esforço físico o tempo inteiro? e os que não há nenhum tipo de esforço físico, faz tão mal quanto, ou pior?

ai essa especialização...! quem inventou essa merda?

por isso que vou mudar, morar num lugar onde não precise disso.

01 abril, 2007

a web2.0 vai comprar sua alma... ou melhor, vai deixar vc fazer upload dela... totalmente grátis!!!

Quem lucra com os conteúdos produzidos pelos utilizadores?

No final, enquanto que os proprietários dessas empresas ficam estupidamente ricos de um minuto para o outro, os utilizadores e criadores que disponibilizam online o seu trabalho sem qualquer tipo de recompensação financeira permanecem na mesma situação - ou ainda pior, se o novo dono do serviço decidir começar a cobrar ou a impor outro tipo de restrições.

(Miguel Caetano -
http://remixtures.com/2006/11/quem-lucra-com-os-conteudos-produzidos-pelos-utilizadores/)



--
Faço backup de alma, grátis.

saudade...

do tempo em que muito tempo era tempo pra dar tempo de ver o tempo passar.
do dia em que cada dia passava o dia para o dia raiar.
da vez em que toda vez passou-se a vez pra deixar a vez pra quem tem vez voar..
da hora em que toda hora era hora de mudar a hora pra quem tem hora... mudar.


Naquele tempo, houve um dia, uma única vez, que aquela hora... eu queria voltar!

Mas voltar não é necessariamente andar para trás, nem para frente. Voltar pode ser
parar, olhar e descansar. Pode ser voltar a pensar, pode ser voltar e pensar em voltar.

Mas volta e meia a gente muda. E tudo volta pro lugar.


e bota mais água nessa vida, cara!

22 março, 2007

Que fechem todas as escolas...

E liberem o espaço para quem realmente quer aprender...

Um ambiente de interação: imersivo, totalmente dismistificado, livre, liberto, um lugar legal, com pessoas que se gostam interagindo e pessoas que não se conhecem se conhecendo, vivências de perto com outras realidades e possibilidades, fomentador de novas idéias, baseado na colaboração e na emergencia.



...vou ali fazer um desses!

25 fevereiro, 2007

MMS

Attachment(s) deleted from the message to adapt to your device capabilities

24 fevereiro, 2007

Oficina de programação lúdica no SESC

Eu vou!

---------- Forwarded message ----------
From: Luciano Ramalho <ramalho@gmail.com>
Date: Feb 22, 2007 2:31 PM
Subject: [devCD] Oficina de programação lúdica no SESC

Povo da casinha,

O SESC Pinheiros colocou na programação deles a oficina que eu propuz,
a Oficina de Programação Lúdica.

A idéia é mostrar ao público em geral como se programa um computador,
através de experimentos usando diversas linguagens e ambientes, mas
sempre ferramentas livres.

Link para o evento na programação do SESC:

http://www.sescsp.org.br/sesc/home/noticias.cfm?Programacao_ID=111136

Serão 8 aulas no total, entre março e o início de maio, com pausas na
sexta-feira santa e na semana do FISL.

Não dá para virar um programador profissional em tão pouco tempo, mas
a oficina vai dar um panorama de diferentes formas de programar, para
que cada um possa escolher melhor o caminho que desperte seu
interesse. Estou bolando outras oficinas que poderão ter esta como
pré-requisito.

[ ]s
Luciano

[CulturaDigital] Primeiro Bimestre

e eu?

eu fico aqui, cumprindo meu papel de artista do
nada a fazer, fazendo mais que eu e menos que você.
Esperando que minhas ações possam ser úteis e
importantes para ajudar tudo a direitinho acontecer.

e eu voto no arlindo pro lugar do tchê!


http://www.culturadigital.org.br/RelatorioUiraPoraJanFev2007




Compras para o feriado! Muitas gostosuras!

A minha pequenina mais linda!!!

alice sobrinha, filha de bruno pai e joana mãe.

[MetaReciclagem] Infralógica Saravá..!

---------- Forwarded message ----------
From: banto
Date: Feb 23, 2007 2:01 AM
Subject: Re: [MetaReciclagem] infralógica pede ajuda

oi Lele,

numa parceria com o povo da waag (http://www.waag.nl/) conseguimos um
servidor no co-location da holanda... o nome da máquina é Aletta
em homenagem a Aletta Jacobs
http://en.wikipedia.org/wiki/Aletta_Jacobs

sovre vserver vc pode encontrar mais informacoes em
http://slack.sarava.org/node/14

a servidora aletta hospeda varios servicos e sitios... como metareciclage.org
e http://pub.descentro.org/ ate entao boa parte da administracao do sistema
geral ficava na resonsabilidade com coletivo sarava. Como nao houve uma
iniciativa de autogestao pelos outros projetos.. o coletivo sarava deu um
prazo para deixar a administracao do servidor.

existe uma lista de discussao
http://listas.sarava.org/wws/info/aletta

e todas as instrucoes para administracao do servidor esta em
http://padrao.sarava.org/

sao poucos os projetos que tem seu proprio servidor. o meta tem. mas é
necessario que mais pessoas contribuam na autogestao do servidor e cada
pessoa pegando tarefas.

há algum tempo atras o felipe havia proposto uma nova versao para o sitio
do meta... e com tantos desenhista web nada apareceu.. e felipe acabou
fazendo o desenho que esta la hoje.

temos um servidor e podemos fazer mil coisas... mil testes... temos servicos
de blogs, por exemplo, e muitas pessoas do meta usam servicos comerciais.
tem a galeria e muitas pessoas usam servicos comercias... estranho isso.. nao
achas? e a apropriacao?

inté,
banto


22 fevereiro, 2007

laboratorio multimidia livre

O lamime (http://www.estudiolivre.org/LaMiMeSescPaulista) no sesc acabou...

mas vale falar que o lamime continua de algum jeito no espaço
que existe na Rua Luminárias, 243 - Vila Madalena.

Estamos começando a construir uma agenda agora, e devem rolar vááárias oficinas
e econtros e projeções de filmes e festas e tudo o mais por lá...

Programação sempre disponível em:
http://www.estudiolivre.org/SampaLab


abraços!

20 fevereiro, 2007

[submidialogia] para os amantes do SUBcinema....

Segue a dica:

---------- Forwarded message ----------
From: chico sales
Date: Feb 19, 2007 2:16 PM
Subject: [submidialogia] para os amantes do SUBcinema....

como diz o próprio site:

"Este site é dedicado aos fãs de filmes de Horror-exploitation e cinema obscuro/extremo em geral, visando disponibilizar aos aficcionados meu acervo de filmes. A ênfase portanto, é em filmes raros, obscuros e fora de catálogo, ou seja, quanto mais fácil for de encontrar um filme na locadora da esquina, mais difícil será de encontrá-lo aqui, e vice-versa. Não trabalhamos com lançamentos, filmes recentes, blockbusters ou filmes que estejam passando no cinema".

vale a pena perder uns minutinhos vendo as perolas lá existentes:
http://www.putrescine.com.br/

destaque para a participação de Xuxa, em "Fuscão Preto":
http://www.putrescine.com.br/capas/capa37.htm

é Xuxa... o passado lhe condena!!!

divirtam-se!!!
chico sales

16 fevereiro, 2007

[SampaLab] Oficina de Comunicação em Rede e suas Ferramentas Mágicas

Rolou ontem na casinha a primeira 'oficina aberta' da casinha fase 2007.


Estavam presentes eu, cris, maria , habib e daniel. Começamos com um atrazo
que foi praticamente saudável, mas que mostra que ainda podemos melhorar nisso.

O primeiro assunto da oficina foi sobre como seria a oficina. Decidimos abrir uma
página wiki
e começar a falar. Pimeira idéia foi listar ferramentas de comunicação em
rede existentes. Enquanto estávamos fazendo isso, começamos a falar de wiki, dicas e links.
Criamos uma página para listar todas as tags wikis disponíveis, modelos de uso
e dicas.

Depois partimos pro cara da vez, o RSS. Habib deu uma boa explicada, mostrou alguns
agregadores e foi tirando as dúvidas 'on the fly'...! Aí foi legal, pq a galera começou a configurar
os agregadores e blogs. O daniel adicionou bastante coisa no google reader dele que eu vi...
A maria também, e configurou umas coisas no blog e fotolog dela também...

Eu considerei que apesar de contar com poucas pessoas a oficina foi muito boa e produtiva.
Pra mim foi ótimo, pq é uma coisa que posso passar e achei massa a interação do jeito que rolou.
Chegamos aa conclusão de que essa oficina deve ser 'continuada', e o daniel ficou de agitar a próxima,
focada em blogs, talvez... e aí daniel?

Também falamos de criar um grupo de trabalho de clientelismo dos sistemas. Juntar a cada 15 dias
e escrever um texto com críticas e sugestões para melhoria do sistema, principalmente da parte
de usabilidade e interface. (esqueci de outra coisa importante, que eu precisava falar...)

Galera que participou da oficina, complementem e completem aí...!
Galera que não participou, bora se agilizar, outras virão...

Links relacionados:
http://estudiolivre.org/SampaLab
http://estudiolivre.org/CineclubeCasinha
http://estudiolivre.org/

31 janeiro, 2007

Flash-mesh

Flash-mesh

O Wayan Vota, do site OLPC News, pode ser um "mala necessário", mas dá
algumas dicas legais, como esse Flash onde a gente "testa" a rede mesh
do XO.

http://laptop.org/laptop/hardware/meshdemo.shtml

Clicando num coelhinho (XO), ele levanta as orelhas e procura uma
conexão. Arrastando o XO para outro lugar, a qualidade da conexão
muda. Cooool!

Via http://www.olpcnews.com/hardware/wireless/olpc_mesh_networking.html

P.S.: "mala" ou "mala sem alça", no Brasil, é gíria para uma pessoa
que incomoda.
José Antonio Meira da Rocha
Meiradarocha.jor.br
Aulas.pro.br...

Source: http://olpcitizen.blogspot.com/2007/01/flash-mesh.html

If you no longer wish to receive message like this, please contact the sender.

Try Google Reader today: http://www.google.com/reader/

--
poram.culturalivre.org

27 janeiro, 2007

Como já diria o velho sábio chinês...

---------- Forwarded message ----------
From: Leo germani
Date: Jan 26, 2007 12:59 PM

[...]

Como já diria o velho sábio chinês: "Compartilhar não é um ato passivo
de 'deixar levar', mas um ação positiva de 'tornar disponível'"
(Leônidas Alcantara Germano, versiculo 5, capitulo 69)

19 janeiro, 2007

"Notebook para Todos" - Projeto do governo para esse ano ainda

On 1/18/07, Tiago Bugarin wrote:

http://br-linux.org/linux/configuracao-notebook-para-todos

Se for tão bizarro quanto os micros da série "computador para todos"
vai ser mais uma facada governamental na cultura livre!

Ainda tô pra terminar um artigo sobre minha experiência com um micro
do "computador para todos" e assim que der eu publico.


Li na folha de domingo passado que o governo vai receber
1000 desses aqui no brasil, pra testes e tal.

alguns linkes:
http://www.olpcnews.com/countries/brazil/xo_in_brazil_now.html

http://wiki.laptop.org/go/Hardware_specification

http://wiki.laptop.org/go/Software

http://wiki.laptop.org/go/OLPC_Human_Interface_Guidelines


--
poram.culturalivre.org

13 janeiro, 2007

Gizmo, MacOSX e iTunes...

Mandaram bem...

ouvindo musica no itunes, faco uma ligacao no gizmo.
Comeca a chamar, a musica continua... quando a pessoa atende o som do iTunes para.
Quando a ligação termina o som volta, em fade... muito legal!

mas isso eh pouco... o leopard... hã!

12 janeiro, 2007

bateria do macbooka

Informações Sobre a Bateria:

  Bateria Instalada:    Sim
  Primeiro aviso de nível baixo de carga:    Não
  Capacidade de Carga Máxima (mAh):    5370
  Capacidade Restante (mAh):    5225
  Amperagem (mA):    382
  Voltagem (mV):    12597
  Contagem de Ciclo:    35

--
verei dnovo daqui um ano.

10 janeiro, 2007

[Partido Pirata] 2007 é o ano do pirata!

---------- Forwarded message ----------
From: Uirá
Date: Jan 10, 2007 12:50 PM
Subject: [Partido Pirata] 2007 é o ano do pirata!
To: ppiratabr#yahoogroups.com

E aí galera?

Estou chegando agora nessa lista mas penso já a algum tempo nessa idéia do partido pirata brasileiro.
Lendo algumas coisas cheguei aqui e vi que a movimentação ainda está lenta.

E aí, bora se agilizar?

Tenho algumas sugestões para nos organizar:

* Escolher um wiki ou blog para que possamos organizar nossas informações.
(sugiro utilizarmos um wiki publico agora de início, se for o caso criamos um exclusivo)

* Fazer uma chamada aqui nessa lista e no fórum, covidando as pessoas a colocarem seus nomes na lista de interessados na criação do 'Partido Pirata brasileiro - PPbr(?)' --a ser criada, a lista.

* Escolher um ou mais representantes para a chamada do nosso amigo Florian Hufsky

* Listar (no blog ou wiki) atividades que precisamos desenvolver, uma espécie de plano de ação, com datas e responsáveis por cada item.

* Escrever uma documentação básica sobre 'o que estamos propondo que seja o partido pirata', 'como ajudar' e outras coisas. (como um FAQ)


Do primeiro item, como já disse, acho q deveriamos utilizar um wiki publico já existente.
Sugiro a utilização do http://colab.info/wiki/ (wiki que serve de encubadora de projetos. É mantido por pessoas envolvidas com movimentos de articulação de pessoas ;) ) ou um esquema tipo http://ourproject.org/.

No aguardo.


Uirá

Googleia

googleia: Expressão utilizada para substituir a frase: Foi mal, não sei, procura no google

+iPhone: [MetaReciclagem] Apple muda de nome, e muda também o conceito de celular

slave dá o aval...!

---------- Forwarded message ----------
From: liquid slave
Date: Jan 9, 2007 10:54 PM
Subject: Re: [MetaReciclagem] Apple muda de nome, e muda também o conceito de celular
To: Lista do projeto MetaReciclagem


Em 09/01/07, Marcbraz escreveu:
desculpem-me a mac-ignorancia:- mas o que ha' de
tao inovador num celular que toca musica e acessa a
internet?

Me mostra um celular que tem 8GB, wifi, bluetooh. multitouch screen, sensor temperatura, voip, toca mp3, placa de vídeo 3d ,toca video widescreen, compartilha rede samba, nfs, appletalk, tem browser, tira fotos e é celular GSM e só tem um botão.

Aproveita e aponta outro celular que sincroniza com o micro e é compatível com todos os gerenciadores de mídia digital de um sistema operacional moderno (incluindo, tags, avaliações etc...) e por sua vez integrado com seu desktop que serve mídia para um outro aparelho ligado ao home teather permitindo passar aquele filme ou seriado direto do seu media-center para o celular, escolhendo as músicas/vídeos da sua coleção, aquele novo capítulo do seriado que vc tá acompanhando ou a atualização de todos os seus, pod/video/photocasts sem ao menos "pedir" ao aparelho... ele faz tudo sozinho, é só assinar os feeds e passar com o celular perto do seu micro.

É claro que os áudios que ele grava assim como as fotos, são armazenadas no seu media-center durante o processo de sincronização, que por sua vez, já disponibilizando para o media-center e atualiza seus feeds automaticamente em todos os seus blogs e fotologs...

Esse aparelho é 100% web 2.0 , é a cara do blogueiro do século 21.... só faltou ser integrado com o orkut.... mas pelo que vi,
um cara do google (o presidente acho), tava falando que ele é integrado com alguns seviços google, como google maps, e talvez, os calendários, listas de contato e etc...

De revolucionário não tem nada, mas esse celular tá 5 anos na frente de todo o resto, e na minha opinião, o iphone deixa
qualquer celular smartphone parecendo um tijolão com display vermelho e preto. As chances dele virar outro fenômeno cultural
como o ipod são bem grandes, já que é a cara do usuário internet.

Ele é uma evolução do n-gage...pena que não é sidetalking....


--
poram.culturalivre.org

Re: [MetaReciclagem] Pinguin e cidadão comum

Em 1/9/07, Leo germani escreu:


Pinguin e cidadão comum
9 01 2007

São Paulo, 8 de janeiro de 2007. Loja Kalunga da Av Paulista.

Entro para comprar papel sulfite (reciclado) e sou hipnotizado por lindos monitores LCDs… alguns segundos mais percebo que todos exibem um quase bonito fundo de tela de algo que parecia um linux Kurumin. Mais alguns segundos ainda e, me aproximando, vejo que se trata do Computador Para Todos .

De orelhada ouço o rapaz perguntando para o vendedor, se esforçando para mostrar para mãe que sabia do que estava falando e logo saberia como gastar bem o dinheiro dela:

- e esse processador… ele é… assim… aguenta bem o windows xp?

O vendedor diz que é bom.. e que se pode ampliar a memória RAM e tal, mas explica que o computador já vem com linux, que tem todas as funcionalidades..

- a tendência agora é o mercado começar a usar cada vez mais linux.. daqui a uns 2 anos vai ser tudo linux…

O rapaz ficou meio desconcertado, fez algumas perguntas e saiu…

Dois passos para a esquerda um outro perguntava sobre umas impressoras HP. Depois das perguntas de prache de um cidadão comum como "ela é econômica?", "posso configura-la pra imprimir só rascunho?", "vem com tinta?", veio a não tão usual: "Tem compatibilidade com linux?"

- Creio que sim, fulana ali sabe dizer, ou podemos ver no site, mas tenho quase certeza que sim.


Lista de discussão da MetaReciclagem
Envie mensagens para metarec@colab.info
http://lista.metareciclagem.org

- - - -

Em 1/9/07, Leo germani escreveu:

Em 1/9/07, liquid slave escreveu:
 
Em 1/9/07, joe pereira escreveu:

acho q linux tem q melhorar um pouco ainda pra poder realmente entrar na mente das pessoas e ficar
 
Eu acho que o linux tá perfeito, a treta é com os aplicativos (comuns para todos os SOs) e as libs de sistema que tem que
ser pau pra toda obra.
 

acho q falta os fabricantes de hardware tomarem vergonha na cara e fazer drivers melhores pra linux... em alguns casos.. simplesmente fazer drivers já seria bom...

na melhor das hipoteses.. Abrir o código dos drivers....


Sendo realisa acredito que o maximo que dá pra acontecer são os drivers 'fechados' para linux.

Sendo mais proativista, acho q esquema eh ler bastante coisas sobre RFCs, protocolos e padrões. Propor diretrizes de boa convivencia entre softwares, falando da importancia de padroes abertos para pessoas e entidades, movimentar a comunidade da internet, as empresas com fama de boazinhas (apple, google, cannonical...) para termos softwares e hardware multicompatíveis entre si.

Tah bom que não sei nada sobre pesquisa de padrões de intercomunicação entre plataformas, linguagens e arquiteturas, mas imagino que jah deva existir algo que proponha ou já proporcione isso. Aí é colocar nas campanhas que as empresas de software precisam seguir aquilo, sendo os códigos fechados ou não.

Meu irmão sempre lembra duma situação nos estados unidos onde todas as donas de casa ficaram um dia sem comprar carne, para forçar uma queda de preço. Eu nunca acredito totalmente, mas acho q, na prática, isso pode funcionar. Imagina que massa, campanhas mundiais de boicote a empresas malditas. Aeeeee... Uma semana sem comprar nada da ATI, nem acessar o site nem nada, boicote total até ela liberar um driver decente que funcione no kernel mais novo do linux, do bsd, do macox, do vista... duvido que funcione, mas a idéia é boa, viva as donas de casa!

meu nome eh wilson!

ACHE SUA MÚSICA CANTANDO.

Via http://www.updateordie.com/updates/gadgets/


Dec
18

ACHE SUA MÚSICA CANTANDO.

Agora você já pode achar uma música na internet, apenas cantando um pedacinho dela para o seu computador. O site NAYIO promete que encontra no Napster a música para você. Os criadores do conceito informam que a eficiência da busca depende da afinação de quem canta. A Nayio Media desenvolve também, através da mesma tecnologia por identificação vocal, uma série de ferramentas que permitem medir, inclusive, suas aptidões musicais. Que tal colocar o computador ao lado do chuveiro?


09 janeiro, 2007

iPhone

UPDATE (19:17):

Eh um monstro! Multitouch, ipod, sisteminha muuuuito bom.
Interface firmeza. To achando que a camera não gira pra ficar do mesmo lado que a tela, se for assim chuto a cabeça do Steve Jobs.

Eh uma revolução minha gente, preparem-se pq o balanço vai ser massa.
Não sei se jah vem equipado pra funcionar em redes mesh, mas logo logo alguém faz funcionar.
Ou se não fizerem a nokia faz...

Preços:
Acho q não passa de 400$ doletas.
Vi em alguns sites preços de 99$ a 649$ dolares, passando por 249, que seria bom.

vou comprar dois, instalar linux e fazer um sistema melhor, pra poder falar com minha mãe usando a rede mesh de dispositivos legais

2007 vai ser mais quente do que eu imaginava ;)

esperem o update...

---------- Forwarded message ----------
From: Leo germani
Date: Jan 9, 2007 6:40 PM
Subject: Chat with Leo germani
To: uira

6:41 PM me: duvido
6:42 PM q medo
ai meu deus
eu quero um...
Leo: MULTI touchscreen

sonhos recursivos, vidas recusivas

essa noite eu tive um sonho em que acordava, pois estava no sonho do sonho, mas aí eu acordava
dnovo, pq estava, na verdade, no sonho do sonho desse sonho... e no fim perdi a conta se eram 4 ou 5
'níveis'[?] de sonhos. Aí comecei a pensar que talvez tivessem sido muitos mais que eu não lembro.

Lavando a cara na bacia, vi o reflexo do meu rosto e lembrei que em cada um dos sonhos eu estava diferente,
numa situação diferente e com idades diferentes. Sempre era eu, com pessoas que eu realmente convivo, ou que convivi, mas não vejo a algum tempo. Juntando nisso o que eu já sabia, que cada acordar de cada sonho foi num acontecimento catastrófico, onde o mundo acabava...

Pã!

Acho q sonhei com vidas futuras, ou passadas. Mais pra futuras, pois lembro que em uma das catástrofes caía do céu um imenso objeto, muito parecido com um avião sem asas com grandes bolhas transparentes
saindo de pontos estratégicos da fuzelagem, como se fossem escotilhas gigantes -- futuristico, pois.

Me chamou a atenção uma circunstância em que difícilmente me encontro, de não perceber que aquilo é um sonho. Isso me deixou mais curioso pra saber como é morrer, pois depois de ter morrido quatro vezes numa noite, todas elas parecendo que realmente a minha hora havia chegado, mas em todas eu tinha, pouco antes da morte, a impressão de que aquilo podia ser um sonho, que muito provavelmente era, que tudo fazia parecer que não era um sonho, mas minha intuição sempre soube (e acertou) que eu ainda estava "vivo"...

Foi fácil, pra minha imaginação, sugerir que a morte pode ser nada mais do que o acordar de um sonho, que é parte de uma série de sonhos recursivos... ou não!


(colocar aqui o plugin do google que lista, tomaticamente, pirações parecidas com as minhas. Inclusive de gente grande que jah pensou nisso, tipo os colunistas da veja ou caras)

08 janeiro, 2007

Pequena MIss Sunshine

Vejam esse filme.
O mais divertido dos ultimos tempos. Perspicaz, forte, bonito (uma fotografia forçada pra ser perfeita, muito bom :).
Além de emocionante esse filme tem críticas muito diretas e irônicas.

e, claro, volto como se nem tivesse ido.



--
poram.culturalivre.org

09 dezembro, 2006

Verdades inconvenientes nascem de perguntas inconvenientes

Colaboração: Sérgio Amadeu (http://samadeu.blogspot.com/)

A ABES, Associação Brasileria de Empresas de Software, divulgou recentemente
uma pesquisa que está sendo utilizada pelos seus membros e pela Microsoft
para atacar o software livre no programa PC para Todos.

O programa PC Conectado, hoje, PC para Todos, foi um sucesso e ampliou a
base instalada de software livre no Brasil. Isto fez com que a microsoft
começasse a baixar os preços de suas licenças e tentar de todas as formas
impedir que as máquinas saissem de fábrica com 26 softwares livres
instalados. A concorrência promovida pelo software livre teve como efeito
imediato a redução do preço das licenças de software proprietário, para o
desgosto do monopólio.

Para tentar conter o avanço do software livre, uma das estratégias do
monopólio é pagar todos os anúncios publicitários das empresas de
hardware. Por isso, lemos propaganda de computadores nas páginas de jornal
com o seguinte texto: empresa tal recomenda M$. Obviamente se fizermos o
balanço contábil do que a empresa de hardware paga para a microsoft e
retirarmos o que a microsoft paga em anúncios e promoções podemos perceber
que ela está quase dando suas licenças gratuitamente. Mas isto não é uma
prática anti-concorrencial? Sim. O CADE irá agir?

Agora, a microsoft coloca uma propaganda na TV que dá a impressão que o
software livre é um software pirata ou ruim, sendo que o software instável e
repleto de vírus é o deles. Isto não seria uma propaganda enganosa? E o
CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária ) fará algo?

Por fim, algumas perguntas sobre a pesquisa da ABES precisam ser feitas:

1. Por que uma pesquisa feita em junho foi divulgada somente agora? Será que
é para impedir as vendas de computadores com software livre na véspera do
Natal? Será que é para influenciar na montagem do novo governo Lula?

2. Por que a pesquisa não peguntou quantas máquinas com start edition, da
microsoft, foram trocados por windows pirata?

3. Por que a pesquisa da ABES não quis saber quantos computadores vendidos
somente com windows serve para a instalação de todos os demais softwares
piratas? Ou será que a ABES não sabe que somente a licença para o Office
(pacote de escritório da m$) custa R$ 1200,00 (mais que o computador)?

4. Por que a pesquisa foi feita somente em dois estados ou segundo está
escrito "nas Unidades Federais de São Paulo e Paraná"?

5. Por que a ABES não faz uma pesquisa para saber qual o grau da pirataria
geral no país? Será que é porque ela descobrirá uma verdade inconveniente:
a pirataria é que mantém o monopólio da microsoft. Quantas pessoas que
compram computadores que custam R$ 1800,00 gastariam mais R$ 1400,00
somente nos demais aplicativos da m$, sem falar no Corel, no Photoshop,
entre outras licenças.

Acho que a tentativa de manter o monopólio tem limites. A concorrência é
melhor, reduz custos, melhora a qualidade e, por isso, devemos defendê-la.
Não seria o caso, do CADE, do Ministério Púbico Federal e outros órgãos de
defesa da concorrência entrarem em ação?


Coisas do Gmailgmail

On 11/23/06, Irapuan Martinez wrote:


O que nos envergonha é que tanto Gmail, como o Doc, não usam nenhum
recurso que não esteja em nosso poder: Javascript, CSS e browsers. Mas
é do Google que brota este tipo de produto, não de nossos micros.
Convém analisar o que fazem de diferente, porque os ingredientes, nos
temos completo acesso.


o q fazem diferente?
hehe.
eles vão lá e fazem. inovam. e, claro, teem grana infinita...
logo q lançaram o gmail+talk eu lembro de ter falado por aí,
q o chat só faria sentido quando se pudesse responder um
e-mail com um chat. (Reply by chat)
aí passa vinte dias os caras vão lá e fazem... é lindo!

(aproveito o ensejo pra dizer que demorou pra eles juntarem o
google groups com o gerenciamento de grupos de contatos do gmail,
com o orkut e tudo mais. Com isso, essa trédi aqui poderia estar acontecendo,
também, num batepapo com os integrantes da lista. jah viram o google spridixiti?)

Imagina, eles devem ter uns 800 caras espalhados pelo mundo
só pra ficar pesquisando novas idéias pela rede a fora.
lendo blogs, instalando programinhas, usando outros sistemas... mó nóia!

outra coisa legal é que eles fazem a ferramenta pra ser BOA. não pra vender.
vende pq é boa ou é boa pq vende? as duas coisas, sendo q a primeira só é
possível por causa da segunda, e vice versa. hehe
Mas tô falando do fato de eles não se preocuparem em inventar coisas q
prendam os usuários às suas tecnologias simplesmente pelo fator técnico.
(como a microsoft fez com IE e seus javascript maldito). O que prende o user
do google ao google é a qualidade dos serviços.
O gmail, por exemplo, pode ser usado com POP3, mas a graaaande maioria usa
a interface web justamente por ela ser como é. (sou bem mais o gmail do q o meu
thunderbird, mesmo o segundo sendo bem mais rápido).

e sobre o Docs, o dia em que tiver gerenciamento de grupo e layout de impressão... fudeu!
ah! e eu implementaria um esquema de navegação entre documentos via links dentro dos
próprios documentos, tipo um wiki mesmo. daí a opção de ver o texto fora da área de edição
faria beeem mais sentido. ;)

é isso, e ainda tem um pouco mais...

--
poram.culturalivre.org

30 novembro, 2006

saindo do ar...

vou fazer uma imersão de mim mesmo por um tempinho...

coisas importantes poderão ser tratadas em PVT, lista escapando do inbox desde hoje.
tirando o saite da cultura digital, não farei nada até quarta que vem.


se bobear apareço no churrascão.


--
poram.culturalivre.org

21 novembro, 2006

exame de consciencia

é o que eu preciso. é o que você precisa.
é o que quando você está triste vc tem que fazer.
é o que quando você está feliz você tem que fazer.
é o que quando você não sabe o que está fazendo, você tem que fazer.


então faça....
.
.
.
ou não!

20 novembro, 2006

Cultura Digital por fff


---------- Forwarded message ----------
From: Felipe Fonseca
Date: Nov 20, 2006 10:45 PM

[...]

lá no começo de tudo, dentro do próprio ministério,
havia uma pusta desconfiança sobre o que a gente
propunha. a galera tendia a nos desclassificar porque
achavam que a gente só estava falando de tecnologia,
de internet, de computador. demorou até a gente
conseguir ser didático e conseguir pelo menos um
mínimo de compreensão para o fato de que a base
do nosso discurso não é o "software", mas o "livre".
ou seja, a tecnologia interessa menos do que a
postura que a gente tem em relação ao conhecimento
e à cultura. isso passa por tratar o movimento do
software livre como eminentemente cultural, mas
vai além >> entender que a gente propõe uma
metodologia que não se trata de baratear o
custo dos computadores, mas sim de criar ciclos
econômicos alternativos, de valorizar as culturas
locais sem precisar isolá-las do resto do mundo,
de possibilitar até um enraizamento cultural maior
das pessoas (mesmo que no nomadismo), à medida
que se criam mercados-bazares distribuídos, e o
cara não precisa mais renegar sua cultura pra
ir batalhar na cidade grande. aliás, o doido é quando
o índio vai pra cidade grande e liga por VOIP pra
tribo pra continuar índio mesmo na cidade grande.

[...]

f